O que é ETL: tudo que você precisa saber sobre o processo

O que é ETL

Saber extrair valor das informações disponíveis se tornou um diferencial competitivo importante em plena era de ações guiadas por dados. E é justamente nesse contexto que o processo de ETL ganha protagonismo. 

A sigla, que vem do inglês “Extraction, Transformation and Load”, representa três etapas no caminho entre a geração de dados brutos e a tomada de decisões estratégicas baseadas em informações organizadas e confiáveis. 

Muito mais do que um conjunto técnico de operações, o ETL é o elo que conecta sistemas, fontes e plataformas, permitindo que empresas de diferentes portes e segmentos integrem dados de maneira estruturada.

Do armazenamento em nuvem ao uso de bancos relacionais, o processo é flexível e adaptável às mais diversas realidades. 

Ao longo deste conteúdo, você vai entender com profundidade o que é ETL, como funciona e por que ele é indispensável na construção de um bom data warehouse. Boa leitura!

O que é ETL e para que serve?

Ao desvendar o que é um sistema de ETL, fica claro seu valor estratégico para as empresas: o ETL é um processo estruturado de integração de dados de tratamento e organização de informações provenientes de diferentes fontes — algo indispensável para ambientes analíticos robustos e o funcionamento de estratégias de Business Intelligence. 

A sigla representa as etapas de extração, transformação e carregamento dos dados, e cada uma delas tem uma função específica dentro do fluxo de trabalho. 

Ao extrair dados de sistemas legados, planilhas, APIs ou bancos externos, o ETL converte essas informações em algo útil e compreensível, o que passa pela limpeza, padronização, enriquecimento e validação dos dados. 

Em seguida, o carregamento insere os dados transformados em um banco de dados central, como um data warehouse, tornando-os acessíveis para consultas, relatórios, dashboards ou mesmo aplicações de machine learning

Desse modo, a resposta simples para a pergunta “o que é ETL” seria uma ferramenta ou plataforma que automatiza esse processo, garantindo que ele seja contínuo, seguro e eficiente.

Quais são as 3 etapas do ETL?

O processo de ETL é composto por três fases fundamentais, que atuam em sequência para garantir que os dados de diferentes fontes sejam tratados e organizados de maneira eficiente. 

Cada uma dessas etapas possui uma função estratégica dentro do fluxo de integração, permitindo que os dados percorram um caminho completo: desde sua origem, muitas vezes desorganizada e heterogênea, até seu destino, onde passam a estar disponíveis para análises e decisões de negócios mais precisas. 

Confira quais são essas fases!

Extrair

Na etapa de extração, o ETL inicia seu trabalho localizando os dados relevantes em suas diversas fontes de origem e copiando essas informações para que possam ser processadas

Essas fontes podem ser altamente variadas, indo desde sistemas corporativos estruturados até documentos, sensores e plataformas externas que armazenam dados de forma não estruturada. 

O objetivo é capturar com precisão o conteúdo necessário para que ele possa ser preparado e utilizado de forma útil posteriormente, o que vai definir a qualidade e a abrangência dos dados que seguirão para as próximas etapas.

Transformar

A transformação é o momento em que os dados brutos passam por um processo de adaptação e refinamento para que fiquem coerentes, limpos e prontos para uso

Isso envolve desde a padronização de formatos e tipos de dados até a remoção de duplicidades, validações de consistência e combinações de diferentes conjuntos de informações. Nessa fase, também são aplicadas regras de negócio específicas, que ajudam a dar significado e utilidade aos dados. 

O resultado é um conjunto de informações confiáveis, que poderá ser explorado com segurança em relatórios, visualizações e outras ferramentas analíticas.

Carregar

O carregamento é a fase final do ETL, quando os dados já transformados são transferidos para o destino final, geralmente um data warehouse ou outro tipo de repositório central. 

Esse processo pode ser feito de forma massiva, como em um carregamento inicial de todo o conteúdo, ou de forma incremental, atualizando apenas o que mudou desde a última execução. 

Além disso, o carregamento pode ser realizado em tempo real ou em momentos específicos previamente definidos, de modo a assegurar que os dados estejam organizados, acessíveis e prontos para apoiar decisões estratégicas e operacionais dentro da empresa.

O que é ELT?

Agora que você já sabe o que é ETL, é importante diferenciar o conceito de outra sigla muito parecida e que gera muita confusão: ELT, ou “Extract, Load, Transform” — em português, “extrair, carregar e transformar”.

Trata-se de um modelo de integração de dados que segue uma ordem distinta da tradicional abordagem ETL.

Os dados são primeiramente extraídos de suas fontes de origem e, em vez de passarem por uma transformação antes de serem enviados ao destino, são carregados em sua forma bruta diretamente para um repositório central

Só então, dentro desse ambiente de destino, como um data lake ou um sistema de armazenamento em nuvem, os dados são transformados de acordo com as necessidades analíticas ou operacionais. 

Essa arquitetura ganhou força recentemente, especialmente com a popularização das plataformas em nuvem, que oferecem escalabilidade e capacidade computacional para executar transformações complexas diretamente no destino. 

Ou seja, ELT é uma alternativa moderna ao ETL, adequada para cenários que lidam com grandes volumes de dados não-estruturados e que exigem flexibilidade para análise posterior.

Qual é a diferença entre ETL e ELT?

Embora ETL e ELT compartilhem o objetivo de integrar dados de diferentes fontes em um repositório central, eles seguem abordagens distintas quanto à ordem e ao local onde ocorre a transformação dos dados. 

No ETL, os dados são extraídos, transformados em um ambiente intermediário e só então carregados no destino final. 

Esse fluxo é ideal para situações em que a padronização e a governança dos dados precisam ocorrer antes do armazenamento, o que favorece a conformidade com leis de privacidade e segurança da informação. 

Já no ELT, a sequência se inverte: os dados são extraídos e imediatamente carregados para um ambiente de grande capacidade, onde as transformações ocorrem conforme a demanda. 

A abordagem é especialmente útil para explorar os dados brutos com liberdade e construir modelos específicos para IA, análise preditiva ou aplicações em tempo real. 

A escolha final entre ETL e ELT, portanto, deve levar em conta o tipo de repositório utilizado e os objetivos do negócio, a complexidade das transformações necessárias, a capacidade de processamento dos sistemas e as exigências regulatórias envolvidas.

O que é ETL: como ele beneficia o Business Intelligence?

O ETL estrutura os dados que alimentam sistemas de Business Intelligence, contribuindo diretamente para a qualidade e a confiabilidade das análises realizadas pelas organizações. 

Ao organizar as informações em etapas definidas, ele permite que os dados sejam extraídos de fontes diversas, tratados com rigor técnico e carregados em repositórios prontos para consulta. 

Isso garante que os relatórios, dashboards e ferramentas analíticas estejam sempre abastecidos com dados coerentes, atualizados e padronizados

Com isso, os gestores ganham clareza na interpretação dos indicadores, podem acompanhar métricas críticas com segurança e tomar decisões baseadas em evidências concretas, em vez de suposições. 

Ademais, o ETL elimina grande parte do trabalho manual, reduz erros humanos e libera os profissionais de tecnologia e análise para atividades mais estratégicas, facilitando a implementação de iniciativas de BI e fortalecendo a cultura de dados dentro das empresas.

O que é ETL: ferramentas mais populares

Ferramentas mais populares de ETL
Unsplash

Contar com a ferramenta certa faz toda a diferença ao implementar um processo de ETL eficiente. O mercado oferece uma variedade de soluções que atendem a diferentes níveis de complexidade, volumes de dados e necessidades empresariais. 

Veja algumas das soluções mais populares no universo do ETL!

Informatica PowerCenter

O Informatica PowerCenter é uma das ferramentas de ETL mais robustas e completas do mercado. 

Projetado para ambientes corporativos exigentes, ele oferece uma grande variedade de conectores que facilitam a integração com diferentes plataformas e serviços em nuvem, como AWS, Azure, Google Cloud e Salesforce. 

Um dos grandes diferenciais do PowerCenter é sua interface amigável e centrada em fluxos de trabalho com pouco ou nenhum código, o que agiliza o desenvolvimento e a manutenção de pipelines de dados. 

A plataforma disponibiliza diversos serviços integrados, como o Repository Manager, que gerencia usuários e objetos do repositório, o Designer, que permite a criação dos fluxos de transformação dos dados, e o Workflow Manager, onde se define a sequência lógica das tarefas. 

IBM Infosphere Datastage

O IBM Infosphere DataStage é uma solução sofisticada voltada para o desenvolvimento de processos de ETL complexos, que integra com eficiência fontes de dados diversas em projetos analíticos avançados. 

Inserido dentro do ecossistema do Infosphere Information Server, o DataStage permite a criação de pipelines por meio de uma interface gráfica intuitiva, facilitando a modelagem, transformação e entrega dos dados em sistemas de destino. 

Seu desempenho é um dos pontos fortes, já que oferece recursos como paralelismo e balanceamento de carga para acelerar a execução dos fluxos de dados, além de ferramentas de detecção automática de falhas e gestão de metadados.

Oracle Data Integrator

O Oracle Data Integrator (ODI) é uma ferramenta desenvolvida para lidar com demandas complexas de integração de dados em ambientes empresariais. 

Ele combina um motor de execução poderoso com uma interface gráfica amigável, o Data Integrator Studio, que dá acesso a todos os elementos do processo de integração. 

Um dos diferenciais do ODI é sua extensa gama de conectores prontos para uso, permitindo conexão com fontes variadas como Hadoop, bancos relacionais, CRMs, arquivos XML e JSON, além de sistemas via JDBC e ODBC. 

A plataforma oferece suporte à movimentação de dados, sincronização, qualidade e governança, o que proporciona uma solução completa para a construção e manutenção de data warehouses, tanto para ambientes tradicionais quanto arquiteturas modernas baseadas em Big Data.

AWS Glue

O AWS Glue é uma solução totalmente gerenciada pela Amazon e indicada para a promoção de escalabilidade e simplicidade na integração de dados em ambientes de nuvem. 

Por ser sem servidor, ele elimina a necessidade de provisionamento e manutenção de infraestrutura, o que reduz significativamente os custos operacionais, além de automatizar etapas como descoberta, preparação, transformação e integração de dados. 

Os usuários podem interagir com a plataforma por meio de uma interface visual de arrastar e soltar, notebooks Jupyter ou mesmo código em Python e Scala, e o sistema suporta diferentes tipos de cargas de trabalho, incluindo processos batch, ELT e streaming.

Fivetran

O Fivetran é uma plataforma de integração de dados baseada em nuvem que automatiza de forma eficiente os processos de ETL e ELT, para empresas que precisam consolidar dados de várias fontes de forma rápida e confiável. 

Seu principal atrativo está na vasta biblioteca de conectores pré-construídos, que permite integrações com mais de 600 sistemas, incluindo CRMs, ERPs, plataformas de marketing, bancos de dados e serviços em nuvem. 

Com foco na automação, o Fivetran consegue detectar e adaptar-se automaticamente a mudanças nos esquemas das fontes de dados, reduzindo a necessidade de intervenção manual e garantindo a consistência do conteúdo entregue. 

Pentaho Data Integration (PDI)

O Pentaho Data Integration (PDI) — antes conhecido como Kettle — é uma solução de código aberto desenvolvida pela Hitachi que oferece recursos voltados à preparação e integração de dados. 

O PDI tem interface gráfica interativa, que permite a criação de fluxos de dados e transformações por meio do cliente Spoon, e permite a execução dos fluxos por meio da ferramenta Kitchen, possibilitando automatização de tarefas em ambientes diversos. 

O Pentaho não se limita às funções básicas de ETL: ele também suporta funcionalidades como geração de relatórios, mineração de dados e análises OLAP, o que o posiciona como uma plataforma completa para projetos de Business Intelligence

Por que o ETL é importante para a análise de dados?

Ao descobrir o que é ETL, fica clara sua importância estratégica para a análise de dados, porque atua como um elo entre fontes de informação muitas vezes desconectadas e os ambientes de análise onde decisões estratégicas são tomadas

Sem esse fluxo estruturado, a análise de dados seria superficial, sujeita a erros e dependente de grandes esforços manuais para organização. 

O ETL, portanto, não apenas viabiliza a análise, mas garante sua qualidade, sua eficiência e seu valor estratégico dentro de qualquer organização orientada por dados.

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