O que é storytelling: veja como adotar essa estratégia
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O que é storytelling: saiba a importância e como usar

Confira o que é storytelling. Veja qual é a sua importância, como aplicá-lo nas estratégias de marketing, os erros mais comuns e mais.

Você sabe o que é storytelling? Apesar de não parecer, o storytelling é essencial para quem deseja ter uma boa comunicação com seu público.

A estratégia se baseia em contar histórias que envolvam, emocionem e conectem pessoas a uma mensagem, marca ou ideia

Mais do que apenas “narrar fatos”, o storytelling organiza informações em uma estrutura pensada para facilitar a compreensão e a memorização do conteúdo.

Ao longo do artigo abaixo, você vai entender melhor o que é storytelling, por que ele funciona tão bem no marketing, e como aplicar esse recurso na prática para tornar suas mensagens mais impactantes e memoráveis.

O que é storytelling?

Como já foi dito, o storytelling é a prática de transmitir uma mensagem por meio de histórias estruturadas, pensadas para gerar conexão e tornar a informação mais fácil de lembrar pelo público.

Em vez de apresentar apenas dados ou argumentos racionais, o storytelling organiza esses elementos dentro de uma narrativa que prende a atenção, cria identificação e conduz o público por uma jornada com começo, meio e fim. 

Essa técnica é usada em diversas áreas, como marketing, educação, negócios e entretenimento, justamente porque ajuda a dar sentido ao que é comunicado, aproximando a mensagem da experiência real das pessoas e aumentando o impacto e a persuasão da comunicação.

Qual a importância do storytelling?

O storytelling é fundamental para qualquer pessoa ou empresa que queira se comunicar de forma realmente eficaz

Em um cenário em que o público é bombardeado por informações o tempo todo, não basta apenas apresentar dados, produtos ou argumentos racionais: é preciso criar conexão, despertar interesse e ser lembrado. 

É justamente aí que o storytelling se destaca como uma estratégia poderosa, capaz de transformar mensagens comuns em experiências significativas, e contribui para:

Engaja o público

O storytelling engaja o público porque transforma informações frias em narrativas vivas, com contexto, personagens e situações que despertam curiosidade e mantêm o interesse. 

Em vez de apenas citar dados, a história cria uma sequência lógica e emocional que prende a atenção, fazendo com que as pessoas queiram saber “o que vai acontecer depois” e permaneçam conectadas até o final da mensagem.

Gera identificação

Histórias bem construídas fazem o público se enxergar nos personagens, nos desafios e nas conquistas apresentados. 

Quando alguém se identifica com uma narrativa, pensa “isso também acontece comigo” ou “eu conheço alguém assim”, o que gera empatia, proximidade e confiança. 

Essa identificação emocional torna a mensagem mais relevante, aumenta a chance de lembrança e fortalece o vínculo entre quem conta a história e quem a escuta.

Apresenta bem a marca

O storytelling permite mostrar não só produtos e serviços, mas principalmente valores, propósito e personalidade

Em vez de apenas dizer “somos líderes”, “somos inovadores” ou “nos importamos com as pessoas”, a marca demonstra isso através de histórias reais, casos de clientes, bastidores e jornadas de transformação. 

Isso torna a marca mais humana, memorável e diferenciada, ajudando o público a entender não só o que ela faz, mas por que ela existe e por que merece confiança.

Como usar o storytelling no marketing?

No marketing, o storytelling é usado para  transformar a comunicação da marca com o público, apresentando os produtos ou serviços oferecidos de maneiras criativas, como:

Postagens interativas

Nas redes sociais, por exemplo, você pode usar storytelling em postagens interativas ao criar pequenas narrativas nas quais o público participa ativamente da história. Isso pode ser feito em forma de:

  • Enquetes;
  • Perguntas; 
  • Quizzes; 
  • Sequências de stories;
  • Vídeos, etc.

Utilizando alguma dessas formas, você pode mostrar para o público um personagem com um problema, convidar as pessoas a ajudarem nas decisões e, pouco a pouco, revelar como a sua marca pode solucionar a questão.

Blog post

Outra forma comumente usada são as publicações em blogs. 

O storytelling, nesse caso, aparece quando você organiza o conteúdo como uma jornada

  • Começa apresentando uma situação ou problema com o qual o leitor se identifica.
  • Mostra os desafios, erros e descobertas ao longo do percurso.
  • Finaliza com a transformação, onde a solução (muitas vezes ligada ao seu produto ou serviço) se encaixa no desfecho.

Quais são os elementos do storytelling?

Para construir uma boa história, é preciso organizá-la em elementos que dão forma e sentido à narrativa. Entre eles, destacam-se: 

Mensagem

A mensagem é o núcleo do storytelling, aquilo que a história quer transmitir em termos de ideia, valor ou aprendizado

Não é apenas o “moral da história”, mas o propósito por trás da narrativa. É o que você quer que o público entenda, sinta ou faça após ter contato com a história. 

Em contexto de marca, a mensagem pode ser, por exemplo, “é possível organizar suas finanças”, “você não está sozinho nesse desafio” ou “nossa solução simplifica sua rotina”. 

Todo o restante (personagens, ambiente, conflito) existe para reforçar essa mensagem.

Ambiente

O ambiente é o cenário onde a história acontece. Ele situa o público, ajuda a criar a sensação de realidade e facilita a identificação. 

Pode ser um escritório caótico, uma loja vazia, um home office, uma reunião tensa, uma sala de aula ou o universo digital de uma plataforma, por exemplo. 

Um bom ambiente não é descrito por excesso de detalhes, mas pelos elementos necessários para que o leitor consiga “ver a cena” e compreender em que contexto o problema e a transformação acontecem.

Personagens

Os personagens são os agentes da história que vivem o problema, que ajudam, que se opõem, que transformam, etc. 

Normalmente, há um protagonista (a pessoa com quem o público deve se identificar) e, muitas vezes, figuras de apoio (mentores, aliados, antagonistas). 

No marketing, o protagonista costuma ser o cliente, e a marca aparece mais como guia ou facilitador do caminho. 

Personagens bem definidos têm objetivos, medos, limitações e desejos claros: é isso que faz com que o público se reconheça neles e se envolva com a narrativa.

Conflito

O conflito é o problema central da história, o desafio que precisa ser superado. 

Sem conflito, não há tensão, não há mudança, não há motivo para acompanhar a narrativa. 

Pode ser uma dor prática (quedas nas vendas, falta de tempo, processos confusos), um obstáculo emocional (medo de mudar, insegurança, resistência) ou uma combinação dos dois. 

No storytelling, o conflito representa a dor do cliente antes de encontrar a solução

A história se desenvolve justamente mostrando como esse conflito é enfrentado, quais dificuldades surgem no caminho e de que forma a solução (muitas vezes ligada à marca) contribui para o desfecho positivo.

Quais são os principais modelos de storytelling?

Os principais modelos de storytelling têm estruturas narrativas que ajudam a organizar a história de forma envolvente. 

Entre os mais conhecidos e usados estão o modelo da Pixar e o modelo da Jornada do Herói, de Joseph Campbell.

Ambos funcionam como um “passo a passo” para construir histórias que prendem a atenção e criam conexão emocional.

Modelo Pixar

O modelo Pixar é uma técnica simples e poderosa, baseada em uma fórmula narrativa frequentemente usada nos filmes do estúdio. Ela organiza a história em uma sequência lógica.

Na prática, isso significa: 

  • Apresentar o contexto inicial (era uma vez);
  • Mostrar a rotina (todos os dias); 
  • Introduzir um acontecimento que quebra essa rotina (até que um dia); 
  • Mostrar as consequências em cadeia (por causa disso);
  • Chegar à resolução (até que finalmente). 

Essa técnica é muito útil em marketing, apresentações e conteúdos porque ajuda a contar histórias de forma objetiva, mostrando claramente o ponto de virada e a transformação vivida pelo personagem, cliente ou marca.

Modelo da Jornada do Herói de Joseph Campbell

A Jornada do Herói, proposta por Joseph Campbell, é uma estrutura mais complexa e profunda, baseada em mitos e narrativas tradicionais de diferentes culturas

Ela descreve a trajetória de um personagem que sai de sua realidade comum, enfrenta desafios e retorna transformado. 

Em versões simplificadas, essa jornada costuma ser dividida em etapas como: 

  • Mundo comum; 
  • Chamado à aventura; 
  • Recusa; 
  • Encontro com o mentor; 
  • Provas e desafios;
  • Ápice do conflito; 
  • Recompensa;
  • Retorno com a transformação.

No storytelling para marcas, o “herói” costuma ser o cliente, que começa em um estado de problema ou insatisfação, recebe um chamado para mudar, encontra a marca como guia ou apoio, enfrenta obstáculos, aplica a solução e, ao final, alcança uma nova realidade melhor. 

Essa técnica é muito usada em campanhas mais profundas, vídeos institucionais, cases de sucesso e narrativas de branding, justamente porque mostra uma jornada completa de mudança, com emoção, aprendizado e propósito.

Como fazer um storytelling?

Foto de uma pessoa sentada segurando um caderno em branco
Unsplash

Fazer um bom storytelling é, essencialmente, um processo de planejamento e intenção: você não “sai contando a história”, você constrói uma narrativa com direção clara. Para isso, alguns passos são fundamentais, como:

Conheça seu público

Tudo começa entendendo para quem você está contando a história. 

Conhecer o público significa saber suas dores, desejos, linguagem, referências e contexto. Uma mesma história pode funcionar muito bem para um público e falhar completamente com outro. 

Quanto melhor você compreende quem vai ouvir, ler ou assistir, mais fácil fica escolher exemplos, situações e personagens com os quais essa audiência vai se identificar.

Defina qual será a finalidade da história

Antes de começar a escrever, é preciso responder: “por que estou contando isso?”. 

A finalidade pode ser vender um produto, fortalecer a marca, ensinar algo, inspirar, sensibilizar ou mudar uma percepção

Essa clareza orienta toda a construção da narrativa, o tom, o ritmo, os elementos que entram ou saem e o tipo de final que você quer alcançar. 

Sem um objetivo definido, a história pode até ser bonita, mas tende a ser pouco eficaz.

Crie uma narrativa bem estruturada

Um bom storytelling tem começo, meio e fim, com lógica interna e progressão. 

Normalmente, isso inclui apresentar o contexto (quem é o personagem, onde ele está, qual a situação inicial), introduzir um conflito ou problema, mostrar o desenvolvimento (tentativas, obstáculos, aprendizados) e conduzir a uma resolução ou transformação. 

Usar modelos como o da Jornada do Herói ou o Modelo Pixar ajuda a organizar essa sequência, tornando a história mais fluida, compreensível e envolvente.

Seja criativo

A estrutura é importante, mas é a criatividade que dá vida à história. 

Ser criativo aqui não significa “inventar algo mirabolante”, e sim escolher ângulos interessantes, metáforas, exemplos originais, diálogos marcantes, pontos de vista inesperados ou formas diferentes de contar algo comum

Muitas vezes, uma situação simples, mas contada de um jeito único, impacta mais do que uma ideia grandiosa mal narrada.

Transmita emoção

Sem emoção, a história vira apenas informação organizada. 

Transmitir emoção é mostrar como o personagem se sente em cada etapa, seja com medo, dúvida, frustração, esperança, alívio, conquista, etc. 

Isso pode ser feito com descrições, pensamentos, reações e detalhes humanos do dia a dia. 

No contexto de marca, a emoção não precisa ser exagerada; basta ser verdadeira o suficiente para que o público pense “eu já senti isso”. 

É essa conexão emocional que faz o storytelling ser lembrado e, muitas vezes, transformar a percepção sobre um produto, serviço ou ideia.

Erros mais comuns ao usar storytelling

Usar storytelling de forma eficaz exige atenção a alguns cuidados básicos. 

Quando esses cuidados são ignorados, a história perde força, gera confusão ou até prejudica a imagem da marca. Entre os erros mais comuns estão:

Não alinhar a história aos valores da marca

Um erro frequente é contar histórias que até são emocionantes, mas não têm conexão real com os valores, o propósito ou o posicionamento da marca. 

Isso cria uma sensação de incoerência, já que o público pode até gostar da história, mas não entende o que ela tem a ver com a empresa. 

O ideal é que cada história reforce, de forma sutil ou explícita, aquilo que a marca defende e deseja representar.

Não focar nos clientes

Outro erro comum é usar o storytelling apenas para falar da própria empresa, colocando a marca como protagonista absoluta e deixando o cliente em segundo plano. 

Nesse caso, as histórias tendem a soar distantes da realidade do público. 

No bom storytelling de marca, o herói é o cliente, e é ele que tem um problema, vive a jornada, enfrenta desafios e alcança a transformação. 

A empresa entra como guia, apoio ou solução. Quando o foco sai do cliente, a identificação diminui e o impacto da narrativa enfraquece.

Criar histórias confusas

Histórias sem estrutura clara dificultam a compreensão e cansam o público. 

Isso acontece quando há excesso de informações irrelevantes, mudanças bruscas de foco ou falta de lógica entre os acontecimentos

Uma narrativa confusa perde o leitor no meio do caminho e impede que a mensagem principal seja entendida. 

Por isso, é fundamental organizar a história com um fio condutor simples: apresentar o contexto, mostrar o conflito, desenvolver a jornada e concluir com uma resolução coerente.

Falta de referências e confusão textual

A falta de referências claras e a confusão textual também prejudicam o storytelling. 

Isso inclui textos mal estruturados, parágrafos longos demais, ideias desconectadas, ausência de exemplos concretos e um estilo que não guia o leitor com clareza. 

Além disso, quando não há boas referências (cases, situações reais, metáforas bem escolhidas), a história fica genérica e pouco convincente

Um bom storytelling exige organização textual, coesão, clareza na linguagem e uso de referências que ajudem o público a visualizar e acreditar no que está sendo contado.

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Perguntas frequentes sobre storytelling

Quer saber mais sobre storytelling? Então, confira a nossa sessão com as principais perguntas e respostas sobre o tema e tire suas dúvidas!

O que é storytelling?

O storytelling implica em contar histórias de forma intencional e estruturada para transmitir uma mensagem, gerar conexão e facilitar a compreensão de uma ideia.

Qual a importância do storytelling?

Ele torna a comunicação mais envolvente, memorável e persuasiva, ajudando a engajar o público, gerar identificação e fortalecer a imagem de pessoas, marcas ou projetos.

Como fazer um storytelling?

Comece conhecendo seu público, defina o objetivo da história, estruture um enredo com começo, meio e fim, crie personagens e conflitos relevantes e transmita emoção com clareza.

Quais são os 4 elementos do storytelling?

Mensagem (o que se quer transmitir), ambiente (cenário/contexto), personagens (quem vive a jornada) e conflito (o problema ou desafio que move a narrativa).

Quais são os melhores exemplos de storytelling?

Histórias de origem de marca, cases de clientes, campanhas emocionais, bastidores reais e narrativas que mostram uma transformação clara, com antes e depois bem definidos.

Quais são os principais erros do storytelling?

Não alinhar a história aos valores da marca, não focar no cliente, criar narrativas confusas e usar textos pouco claros, sem referências concretas ou estrutura coerente.


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